terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sem Palavra.

Não sei se há
forma mais minha
de dizer que há
saudade suas.

Não sei se dá
pra resumir em versos
cada momento já
vivido por nós

Não sei nem se cabe
dentro de mim
tal quão grande é
a vontade de ter você.

sábado, 12 de outubro de 2013

É numa dessas.

E essa vida?
com suas voltas 
e suas idas.
É nessa vida. 

E quando a dor não escapa?
com suas presas ainda mais afiadas.
não vai escapar.
Ela vai te espancar. 

Às vezes nem dá pra escrever
nem sempre dá pra chorar
ou se trancar 
às vezes tem que encarar. 


Mesmo que sufoque
que machuque e corroa. 
Até mesmo que doa, 
abra os olhos. 


Ir de frente ainda é válido.
Encha-se de coragem.
faça o que te pedem, todos eles.
Corra. Mate. Aguente. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Fantasmas vivos

Da calçada te olho... 
busco em vocês tais sinais.
Sinais humanos. 
Do meu canto só enxergo...
Sinais robóticos, sinais iguais. 

Na vitrine como um crime,
assassina-se a humanidade
mata-se a solidariedade 
acumula-se a insanidade. 

A senhora não olha...
Enxergar é humano e ela não é.
A moça não vê...
Ver é humano e ela não é.

Somos humanos? 
Ou só mais um “Zé” ?
Não somos continentes 
somos acidente. 

O barulho da cidade
abafa nossos gritos
esconde nossas dores
e alimenta nossas ilhas.

Somos ilhas.
lhas longes, distintas e famintas.
Somos eu e nunca mais nós.
Somos burros.

Poesia vinda da história de uma leitora de 34 anos de Volta Redonda.