domingo, 6 de outubro de 2013

Fantasmas vivos

Da calçada te olho... 
busco em vocês tais sinais.
Sinais humanos. 
Do meu canto só enxergo...
Sinais robóticos, sinais iguais. 

Na vitrine como um crime,
assassina-se a humanidade
mata-se a solidariedade 
acumula-se a insanidade. 

A senhora não olha...
Enxergar é humano e ela não é.
A moça não vê...
Ver é humano e ela não é.

Somos humanos? 
Ou só mais um “Zé” ?
Não somos continentes 
somos acidente. 

O barulho da cidade
abafa nossos gritos
esconde nossas dores
e alimenta nossas ilhas.

Somos ilhas.
lhas longes, distintas e famintas.
Somos eu e nunca mais nós.
Somos burros.

Poesia vinda da história de uma leitora de 34 anos de Volta Redonda.

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