Da calçada te olho...
busco em vocês tais sinais.
Sinais humanos.
Do meu canto só enxergo...
Sinais robóticos, sinais iguais.
Na vitrine como um crime,
assassina-se a humanidade
mata-se a solidariedade
acumula-se a insanidade.
A senhora não olha...
Enxergar é humano e ela não é.
A moça não vê...
Ver é humano e ela não é.
Somos humanos?
Ou só mais um “Zé” ?
Não somos continentes
somos acidente.
O barulho da cidade
abafa nossos gritos
esconde nossas dores
e alimenta nossas ilhas.
Somos ilhas.
lhas longes, distintas e famintas.
Somos eu e nunca mais nós.
Somos burros.
Poesia vinda da história de uma leitora de 34 anos de Volta Redonda.
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