quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O lado negro da negra

Um dia acordei
e o céu estava vermelho
as flores haviam  sumido
e o jardim secado

Sai de casa
e não haviam pessoas
puramente sozinha
buscava encontrar alguém

Pelo caminho me achei
mas eu não era eu
Meu eu estava morto
e eram meus pedaços 

tomei nota dos meus olhos
negros de tudo 
E da minha alma
seca e fedorenta

A honestidade sumiu
a maldade tomou conta
e as feridas podres
cheiravam a carne queimada

Por fim acordei, levantei.
lavei meu rosto, sorri tranquila
A ruindade era parte
mas ainda havia EU. 

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