quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nunca calem a nação

Sinto teu choro reprimido
Sinto o tapa na cara, irmão
Sinto o arrepio do medo
Sinto a angústia

Sinto tua cor. 
SINTO O TEU CANTO. 


Canto que ecoou 
Canto que doeu
Canto que venceu
CANTO DA LUTA.



Luta que ferve 
Luta que é suada
Luta que é viva. 


LUTA QUE É VIDA.

Vida que é difícil 
Vida que é alegre
Vida que é sentida, irmão. 


Vida que é nossa. Sua e minha. 


domingo, 17 de novembro de 2013

Dormiremos mais uma vez


Me desculpa 
Se o meu não ser 
Não te agrada 
E meu carinho não te afaga

Me perdoa 
Se aquelas minhas coisas 
Não derretem teu coração 
Desculpa minha confusão

Me desusa 
Se nosso silencio 
Já te incomoda 
Se não estou mais na moda

Me esquece 
Se te dou trabalho demais 
Se minha alma é muito pesada 
E minhas palavras são como uma adaga

Mas se isso tudo não for verdade 
Esquece esse poema 
Venha sem problema 
Que te dou toda a minha vontade. 
E então casaremos na cidade.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O lado negro da negra

Um dia acordei
e o céu estava vermelho
as flores haviam  sumido
e o jardim secado

Sai de casa
e não haviam pessoas
puramente sozinha
buscava encontrar alguém

Pelo caminho me achei
mas eu não era eu
Meu eu estava morto
e eram meus pedaços 

tomei nota dos meus olhos
negros de tudo 
E da minha alma
seca e fedorenta

A honestidade sumiu
a maldade tomou conta
e as feridas podres
cheiravam a carne queimada

Por fim acordei, levantei.
lavei meu rosto, sorri tranquila
A ruindade era parte
mas ainda havia EU.